Concerto de Encerramento do V FMCB esgota a bilheteria do Teatro Castro Mendes

 

Depois de três dias de intensas atividades, o quinto Festival de Música Contemporânea Brasileira coroou o encerramento do Festival com a apresentação da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, o que já se tornou uma tradição do festival. Assim disse o maestro Victor Hugo Toro que, ao subir no pódio, mostrou que esse festival já faz parte do calendário da orquestra e que isso muito o felicita.

Às 19h, o Teatro Municipal Castro Mendes já tinha uma fila que começava na bilheteria e dobrava a esquina. Muito diferente do que se espera de um festival de música contemporânea, o público era bastante diverso e ia desde casais à espera de um concerto de “música clássica” até jovens estudantes de música da região.

O evento concedeu ao público, que lotou o teatro, um coquetel antes do início do concerto. O clima era de comemoração e expectativa. Nas entrevistas feitas com o público antes do concerto, pudemos perceber que a grande expectativa era assistir as peças orquestrais de Egberto Gismonti – Grande Sertão Veredas I e Strawa no Sertão. As peças de Marisa Rezende, Vereda e Fragmentos, era reconhecida por um público mais restrito – algo que certamente mudou depois do concerto.

Duas quebras de protocolo foram presentes na noite. Primeira: normalmente o FCMB pede aos compositores para que apresentem suas obras; nesta edição, no entanto, os próprios compositores deram esse encargo ao regente Victor Hugo Toro, que transmitiu a mensagem dos compositores ao seu modo antes de cada peça. Segunda: o programa, que propunha a apresentação das obras de forma intercalada – mostrando uma mistura entre linguagens -, acabou sendo apresentado separadamente: primeiro as obras de Marisa Rezende, depois as de Egberto Gismonti. Mesmo assim, nenhuma dessas duas quebras tirou o brilho do espetáculo.

No início do concerto, os diretores do Festival, Thais Nicolau e Douglas Lopes Nicolau, contaram uma breve história do Festival e das conquistas que tiveram ano a ano para conseguir viabilizá-lo com a estrutura formidável que se tem hoje. Os números que vêm no material do evento nos mostram a grandeza do empreendimento: são 5 dias de programação, 14 trabalhos selecionados, 8 comunicações orais, 6 apresentações artísticas, 2 mesas-redondas, 1 mostra musical beneficente, 1 concerto de abertura, 3 concertos comentados, 1 apresentação de orquestra, 133 participantes, 13 universidades representadas e, por fim, 1 documentário. Vale ressaltar que todas as atividades foram registradas e serão disponibilizadas, configurando um belo material que servirá à aficcionados e pesquisadores.

No intervalo entre as obras de Egberto Gismonti, os diretores concederam dois prêmios aos participantes, um de melhor mesa-redonda e outro de melhor apresentação artística. O primeiro foi concedido à pesquisadora Maria Beatriz Cyrino Moreira pela pesquisa A sonoridade de Egberto Gismonti no início de sua trajetória (1969-1977). O violonista Daniel Murray ganhou o segundo, pela apresentação artística Egberto Gismonti para violão solo. Ambos ganharam um troféu com o logo do evento.

Na saída foram distribuídas pequenas mudas de diferentes árvores para serem plantadas em casa. Poderíamos dizer que esse gesto simboliza também a semente plantada por Thais Nicolau em 2014 e que cresce a cada ano, o FMCB. Não temos dúvidas de que a árvore de 2019 será bem maior.

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